PF busca cinco suspeitos por movimentação de R$ 1,6 bilhão em esquema com MC Ryan SP

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cinco suspeitos de integrar o esquema cr1m1n0so que levou à prisão do MC Ryan SP e de outras 33 pessoas seguem foragidos, segundo a Polícia Federal (PF). Thiago Barros Cabral, Jonatas Cleiton de Almeida Santos, Leticia Feller Pereira, Jiawei Lin e Xizhangpeng Hao são investigados por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão.

Os indivíduos são procurados desde 15 de abril, quando foi deflagrada a Operação Narco Fluxo, da PF. Thiago Barros e Jonatas Cleiton não foram localizados durante a execução dos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, enquanto Letícia Feller e os chineses estavam fora do país, em locais que até hoje são desconhecidos.

A ação prendeu artistas, como os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, influenciadores, como Raphael Sousa Oliveira, o dono da página “Choquei”, e sócios de empresas utilizadas no esquema. Todos os foragidos são investigados por integrarem a associação criminosa voltada à lavagem de dinheiro.

O esquema envolvia a movimentação de quantias por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e o uso sofisticado de criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. O grupo, segundo a investigação, camuflava valores de origem ilícita — como de apostas e rifas ilegais e do tráfico internacional de dr0gas — por meio das indústrias fonográfica e de entretenimento.

Os chineses Xizhangpeng Hao e Jiawei Lin aparecem envolvidos no “topo da infraestrutura financeira” do esquema. A fintech Golden Cat, atualmente comandada por Hao, era utilizada para pulverizar uma quantia volumosa de dinheiro da organização criminosa. Em apenas três meses (junho a agosto de 2024), a empresa movimentou R$ 1,2 bilhão.

 “grande processadora de pagamentos que movimenta centenas de milhões de reais e funciona como eixo central para arrecadação de recursos provenientes de apostas ilegais”, conforme a Justiça Federal. Os valores multimilionários eram repassados para empresas de associados à estrutura criminosa, além de encaminhar remessas para fora do Brasil.


Fonte: Metropoles